O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB), defendeu a implantação de um terminal ferroviário da Ferrovia Estadual de Mato Grosso em Santo Antônio do Leverger (a 34 km de Cuiabá). A proposta surge após a promulgação de duas leis de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), que alteraram a divisa intermunicipal entre Santo Antônio do Leverger e Cuiabá, reincorporando áreas ao território levergense.
Com a mudança, a área onde está sendo construído o novo Hospital Júlio Müller passou oficialmente a integrar Santo Antônio do Leverger. A alteração, no entanto, vem gerando resistência de autoridades como o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, que alegam que o município não possui estrutura administrativa e técnica para assumir a gestão da unidade. Sendo assim, uma das leis pode ser revogada.
Nesse contexto, a construção do terminal ferroviário é apresentada como uma forma de compensação, caso o hospital retorne ao território de Cuiabá.
É desejo nosso que o terminal fique em Santo Antônio até porque eu defendo muito que o terminal vá a Cáceres, siga pra frente, então Santo Antônio já estaria dentro da rota para que a gente possa aproximar isso de uma região importante do nosso estado, a região Sudoeste. Então terá a defesa minha e vários deputados dentro do parlamento estadual”, disse Max Russi à imprensa.
A Ferrovia Estadual de Mato Grosso está sendo construída pela empresa Rumo e deve chegar a Cuiabá ainda este ano. O empreendimento vai ligar os polos de produção do agronegócio de Mato Grosso ao Porto de Santos (SP). Os trilhos vão conectar Lucas do Rio Verde ao terminal logístico de Rondonópolis, que já possui ligação ferroviária com o Porto de Santos.
Ao todo, estão sendo construídos 743 km de trilhos, divididos em dois ramais: um entre Rondonópolis e Cuiabá e outro entre Rondonópolis, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.
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