Às vésperas de completar um ano do desaparecimento de Mari Bastos, nome social de José Mário de Bastos Lima, 37, autoria do crime e motivação ainda não foram elucidados pela Polícia Civil. A suspeita é de que a ossada localizada 6 meses após o sumiço seja dela e que foi “desovada” bem distante do local onde foi morta, logo que o criminoso ou criminosos perceberam as buscas. Várias testemunhas foram ouvidas, mas a investigação não avançou.
Moradora da cidade de Santo Antônio de Leverger há mais de 10 anos, Mari era muito querida. Deixou o trabalho em uma pizzaria na noite de 8 de janeiro e nunca mais deu notícias. A suspeita é deque seja dela a ossada localizada no dia 9 de julho, na estrada do Engenho Velho, que dá acesso à zona rural. Confirmação da identidade depende de exames de DNA.
Quanto à identificação da ossada, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) informou que os familiares da vítima foram localizados no Maranhão. A Politec solicitou apoio da Perícia do outro estado, que processou a amostra de uma irmã da Mari. No entanto, para a realização do exame de confronto, é necessária mais de uma amostra de referência.
A Perícia do Maranhão já está em contato com demais familiares para que sejam coletadas mais amostras. Amigos que fez em Santo Antônio de Leverger e familiares cobraram e continuam cobrando o final da investigação do crime bárbaro, que chocou a cidade.
Nascida em Cajapió, Mari é o terceiro de 9 irmãos, descrita como uma pessoa de bom coração e que se preocupava com todos. Regularmente mandava parte de seu salário para ajudar os familiares. Os patrões, para quem trabalhava há mais de 5 anos na pizzaria, destacaram a conduta irrepreensível dela.

