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Greve vai afetar serviços da Saúde, Segurança, Educação e Detran

Redação: Redação - Leverger News | 30/05/2016 - 00:00
Greve vai afetar serviços da Saúde, Segurança, Educação e Detran


 

 

 

 

 

 

 

A greve já iniciou para os profissionais da Saúde, desde a última terça-feira (24), quando as outras categorias fizeram paralisação. De acordo com Oscalino Alves, presidente da Sisma (Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso), os serviços de urgência e emergência nos hospitais regionais funcionarão normalmente. No setor administrativo, apenas 30% dos profissionais estarão trabalhando em casos prioritários. Todas as consultas que estavam pré-agendadas serão desmarcadas enquanto durar a greve.

Na educação, o presidente do Sintep (Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso), Henrique Lopes, afirma que a categoria aderiu 100% ao movimento, ou seja, todas as escolas estaduais nos 141 municípios estarão fechadas durante a greve. Segundo Henrique, quando a paralisação chegar ao fim, haverá reposição das aulas para concluir o ano letivo.

Além do pagamento integral da RGA, o Sintep reivindica a realização de concurso público na área da Educação como forma de impedir a instalação das PPP’s (Parcerias Público-Privadas) nas escolas, o que geraria a terceirização de parte dos trabalhadores.

Os funcionários do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) também irão participar do movimento paredista a partir desta terça-feira (31). De acordo com a assessoria de imprensa da autarquia, a diretoria do Detran irá notificar o Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Sinetran-MT) para que 30% do efetivo continue trabalhando. A expectativa é que todos os setores funcionem, mas com pessoal reduzido.

Com relação à Segurança Pública, policiais e bombeiros militares são proibidos estatutariamente de realizar greve, mas eles já fizeram dois dias de “operação padrão”, com efetivo reduzido.

De acordo com os presidentes da Associação de Cabos e Soldados, Joelson Fernandes, e da Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso, Vanderson Siqueira, as duas categorias ainda estão em negociação com o governo, mas dizem que o descontentamento entre os PM’s é geral e que existe possibilidade de novas “operações padrões”, caso a RGA não seja paga.

Na Polícia Civil, já estão confirmadas as adesões à greve das categorias dos policiais civis, dos delegados, investigadores e escrivães. Na tarde de hoje, os representantes do Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo), Wagner Bassi; (Sindepojuc), Davi Padilha Nogueira e do Siagespoc, Cledison Gonçalves, se reuniram para definir como será o funcionamento das Polícia Civil durante a greve. 

Ficou definido que as unidades policiais, centrais de flagrante e delegacias deverão manter pelo menos 30% do efetivo em atividade, priorizando os atendimentos essenciais, como plantão, lavratura de auto de prisão em flagrante, apreensão de menor infrator, requerimento de medidas protetivas, requisições judiciais, restituição de veículos e objetos apreendidos, liberação de óbitos e afins. Será dado andamento às operações de inteligência implantadas, mas não serão implantadas novas operações durante a greve. O registro de ocorrência se limitará aos casos essenciais, como roubos e furtos de veículos, crimes de violência doméstica e crimes hediondos. Além disso, somente serão atendidos locais de crime envolvendo morte.

Nesta segunda-feira (30), o governador Pedro Taques (PSDB) apresentou a proposta de pagamento de 5% da RGA aos servidores, sendo 2% em setembro e 3% em janeiro do ano que vem. Os servidores recusaram a proposta por a considerarem “humilhante”.

Após a reunião com o governo, os sindicalistas se reuniram para elaborar uma contraproposta e chegaram ao consenso de pagamento dos 11,28% da RGA de forma parcelada, desde que a reposição total ocorra ainda neste ano e que também sejam pagas as perdas do parcelamento retroativo ao mês de maio, que é a data-base para o reajuste.

A contraproposta será apresentada pelo Fórum Sindical ao governo ainda na tarde desta segunda-feira (31). 

 

Fonte: Reporter MT