Principal favorito a vencer as eleições para o governo de Mato Grosso, o senador Pedro Taques (PDT) já começa a admitir a possibilidade de ter de disputar o segundo turno, algo que até a semana passada não se cogitava entre os principais coordenadores e nem mesmo entre a militância do candidato.
Pesquisas internas dos outros partido e até mesmo uma divulgada nesta semana pela Mark já mostram que o segundo turno no Estado é uma coisa a ser considerada. A própria coligação do senador tem um instituto que faz pesquisas semanais para o candidato, e também já mostra a tendência de um segundo – o que seria inédito em Mato Grosso, onde as eleições sempre terminam no primeiro turno -.
A coligação Coragem e Atitude pra Mudar, diante do novo cenário começa a mudar a estratégia de trabalho nestes últimos dias e Pedro Taques ao admitir, pela primeira vez, a realização do segundo turno diz que o importante será vencer. “Eu quero ser governador, de Mato Grosso, não me interessa em quantos turnos”. Tentando garantir a eleição no primeiro turno, Pedro Taques e sua coligação convocaram uma reunião, quase que às pressas, com todos os candidatos a Assembleia Legislativa e à Câmara Federal e com reduto eleitoral em Várzea Grande e Cuiabá para um reunião ontem.
O encontro teve apenas um objetivo: procurar fazer com que os candidatos redobrem a campanha nesta última semana antes da eleição e consigam reverter a tendência de segundo turno, como já mostram as pesquisas. Ao falar com os candidatos, Taques não admitiu diretamente que terá de enfrentar um segundo turno, mas foi duro o bastante para pedir a todos que colocam seus colaboradores nas ruas e que façam um trabalho de corpo a corpo junto ao eleitorado para tentar garantir a vitória no primeiro turno.
A decisão de chamar para a reunião os candidatos de Cuiabá e Várzea Grande foi para tentar conter a sangria que vem sendo demonstrada nas pesquisas, principalmente na cidade de Várzea Grande, o nome de Janete Riva, candidata do PSD, vem crescendo e em Cuiabá, onde Lúdio Cabral (PT) começa a ter o apoio de grande parte da população. “Era preciso uma ação imediata.
Chamamos os candidatos, pedidos para reforçar o apelo para Pedro Taques. Acabar a eleição no primeiro turno é muito melhor. Mas se isso não acontecer estamos preparados para o segundo turno”, disse um dos coordenadores de campanha de Taques.
Outra medida adotada pela coordenação em parceria com Pedro Taques é convencer os eleitores a acompanhar mais a política, o horário eleitoral e assim decidir seu voto. “Vamos trabalhar firmemente até a eleição. Nossa estratégia é ganhar a disputa”. Nestes últimos dias de campanha, o candidato afirma que fará visitas a fim de intensificar os trabalhos.
