É intensa a movimentação nos bastidores do prédio da CDL, na Avenida Getúlio Vargas. No momento a expectativa não é com o debate, mas sim com o senador Pedro Taques (PDT), líder nas pesquisas eleitorais.
Até às 19h50 ele não havia chegado e os comentários de alguns de seus assessores de segundo escalão que foram escalados para acompanhar os bastidores é que ele não vai participar. Dizem que foi estratégia de seu núcleo duro para evitar o embate com os adversários.
Na CDL, o comentário entre os assessores dos quatro candidatos que já estão nos estúdio aguardando o sinal para começar o debate é que de a decisão de Taques é um estratégia suicida. “Todos os candidatos vão apontar para a bancada vazia, mostrar que quem deveria estar lá, não esta por medo, pois não tem nada para apresentar de proposta para Mato Grosso”, disse a assessoria de Lúdio Cabral.
“O Taques sabe que está despencando nas pesquisas e está com medo. Ele sabe que o Riva só cresce na Grande Cuiabá e no interior. Já está entregando os pontos”, disse a assessoria do deputado estadual José Riva.
Entre os apoiadores de Taques, a decisão é que era melhor ficar fora do embate pois seria alvo dos adversários. Decisão teria sido tomada em conjunto entre Taques e sua coordenação de campanha.
Eles avaliam que não participar do debate trará menos prejuízo a campanh. A conclusão é que ele pouco perderia ao ausentar-se do confronto direto com seus adversários.
O próprio Taques, segundo disse uma fonte da oposição, foi voto vencido, pois a sua preferência era ir para o enfrentamento com os adversários Lúdio Cabral (PT), José Riva (PSD) e José Marcondes Muvuca (PHS). "Foi uma decisão política, que considerou uma série de fatores", disse a fonte.
