DISPUTA AO SENADO

Oposição diz que foca na unidade e economia de gastos

Redação: Redação | 31/07/2014 - 00:00
Oposição diz que foca na unidade e economia de gastos

O candidato a senador pela oposição, Rogério Salles (PSDB), decidiu que irá percorrer o Estado ao lado do candidato a governador, Pedro Taques (PDT), para economizar gastos na campanha.

A medida faz parte da chamada “campanha franciscana”, que o senador disse que vai ser adotada pelo candidato nas eleições deste ano por parte do seu grupo.

“Eleição não é o tamanho da estrutura, são as propostas, ideias e o trabalho que a militância faz. Claro, não tem como levar essas propostas ao interior, se eu não tiver estrutura. Então, vou fazer campanha ao lado do Taques: onde um estiver, o outro vai estar, para diminuir os custos”, afirmou, durante lançamento de sua candidatura, na quarta-feira (30).

"Eleição não é o tamanho da estrutura, são as propostas, ideias e o trabalho que a militância faz" No entanto, Salles afirmou que ainda não tem ideia do quanto sua campanha irá custar. Mesmo com a campanha "modesta" que será adotada por Taques, o candidato a senador espera apoio financeiro por parte da coordenação.

“Não tenho ideia de quanto vamos gastar, porque, até ontem [terça-feira, 29], eu não era candidato a senador, não deu tempo para fazer nenhum levantamento”, disse.

O tucano, que foi escolhido candidato ao Senado após uma reunião da cúpula oposicionista, substitui o senador Jaime Campos (DEM), que desistiu da candidatura à reeleição, na semana passada, alegando falta de apoio dentro do grupo liderado por Pedro Taques.

 

 

 

 

 

 

 

 

Para primeira suplência do Senado foi escolhido o empresário do ramo de autopeças Donizete Castrillon (PTB), em substituição ao empresário Marcelo Maluf (PSDB).

Já a segunda suplência, que era da deputada estadual Luciane Bezerra (PSB), ainda não tem um nome definido, já que a socialista declinou de continuar na vaga.

Unidade

Salles afirmou ter aceitado o convite somente após a certeza de que teria respaldo dos principais líderes do arco de aliança da oposição – formada por PDT, PP, DEM, PSDB, PSB, PPS, PV, PTB, PSDC, PSC, PRP, PSL e PRB -.

“Durante as discussões, coloquei que é importante que em uma coligação haja unidade. Não tem sentido ser candidato a governador ou senador, se cada um dos partidos que estão coligados ficarem puxando para um lado”, disse.

"Não tem sentido ser candidato a governador ou senador, se cada um dos partidos que estão coligados ficarem puxando para um lado" “A garantia que tenho é a das pessoas com as quais conversei. Confio nas pessoas, confio no Pedro Taques, conversei com quase todos e foram unânimes no sentido de que vamos marchar juntos. Eu não tenho direito de desconfiar de ninguém”, afirmou.

O novo candidato da majoritária acredita que, mesmo tendo que começar do zero seu projeto ao Senado, enquanto seus adversários - Wellington Fagundes e Rui Prado - já estão na rua, tem condições de crescer quando a começar o horário eleitoral na TV e no rádio.

“Não tenho dúvida de que dá tempo para nós conquistarmos o eleitor e conseguir uma vitória. O processo decisório de uma campanha eleitoral nas proporcionais, historicamente, começa na reta final da campanha”, defendeu.

“O que vamos ter que fazer é correr para produzir os programas, com uma qualidade que é devida. E eu não tenho dúvida de que podemos ganhar. Vamos ter que trabalhar dia e noite para fazer essa preparação. para que no menor espaço de tempo possível a campanha esteja na rua. E não tenho dúvida de que posso ser senador”, completou.
 

Fonte: Midianews