A juíza Ana Cristina Silva Mendes, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), determinou que seja investigada a pesquisa Vox Populi, contratada pelo jornal Diário de Cuiabá e divulgada na edição deste sábado (19). Tanto o Diário de Cuiabá quanto os demais sites noticiosos devem retirar a pesquisa do ar.
Também serão apreendidos os panfletos divulgados pela coligação Coragem e Atitude para Mudar’, encabeçada pelo senador Pedro Taques (PDT), principalmente nas maiores feiras de Cuiabá e Várzea Grande, neste domingo.
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Ana Cristina Mendes determinou também busca e apreensão nos comitês de Pedro Taques para apreender panfletos e jornais com a pesquisa atendendo ao pedido protocolizado pela coligação "Amor à Nossa Gente", encabeçada pelo candidato petista Lúdio Cabral.
A coligação "Viva Mato Grosso", encabeçada pelo candidato José Riva (PSD) também acionou a Justiça contra a publicação. O advogado José Antônio Rosa, coordenador jurídico da campanha de Riva explicou que uma das principais falhas na pesquisa, reconhecida pela juíza Ana Cristina, foi o fato de se não se respeitar a média ponderada. Explica-se: embora tenha 18% do eleitorado, Cuiabá teve 40% dos 1.000 entrevistados na pesquisas. Já a região Noroteste, conhecida com Vale do Arinos, teve apenas 1,3% dos entrevistados, mesmo contando com 7,5% dos eleitores.
Na pesquisa, o candidato José Pedro Taques (PDT) aparece disparado, em primeiro lugar, com José Riva (PSD) em segundo lugar e Ludio Cabral (PT), em teceiro. Os candidatos José Marcondes Muvuca (PHS) e José Roberto (Psol) apareceram com índices pífios.
José Antônio Rosa disse que a pesquisa também não teria obedecido à média ponderada, quando à idade, sexo e grau de escolaridade. “Isso erro primário e por si só já anula a consulta. Trata-se de quesito obrigatório”, pontuou ele.
A reportagem do Olhar Direto não conseguiu ouvir a diretoria do Instituto Vox Populi, um dos mais conceituados do Brasil, tampouco sua assessoria de imprensa, na noite deste domingo.
