SANTO ANTÔNIO

Presidente de CPI que vai investigar Valdir, rebate procurador e lança suspeita

Redação: Da Redação | 17/08/2013 - 00:00
Presidente de CPI que vai investigar Valdir, rebate procurador e lança suspeita

 

 

 

 

 

 

 

 

Vereador por Santo Antônio do Leverger, Adelmar Genésio Gálio (PDT), que preside a Comissão Processante instaurada para investigar irregularidades cometidas pelo prefeito Valdir Ribeiro (PT), rebate as acusações feitas pelo procurador do município, Fabrício Ribeiro Nunes Domingues, de que um grupo de parlamentares insatisfeitos afirma que as alegações não procedem, pois segundo ele, nenhum vereador declarou até hoje, publicamente, ser oposição ao Executivo. “Pelo contrário, a maioria é da base de apoio do prefeito.

Eu mesmo sou do PDT que elegeu 4 vereadores e foi um dos partidos que ajudaram a eleger o prefeito. Sou da base do prefeito”, ressalta o pedetista. Ele também é presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Casa.

Além de contestar as informações do procurador, Adelmar Gálio ainda lança mais denúncias e suspeitas sobre a gestão do médico Valdir Ribeiro, eleito prefeito pela coligação Nova Leverger Para Todos (PDT, PT, PTB, PMDB) com com 6.482 votos (55%). Segundo ele, a mesma empresa, que nas gestões passadas era a responsável por enviar ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) os dados do Aplic (Auditoria Pública Informatizada de Contas) que é um sistema informatizado para que os jurisdicionados transmitam, via internet, a prestação de contas ao TCE, teve o contrato renovado. A equipe de contadores permanece a mesma. O problema, segundo o vereador, é que todas as contas de gestão dos prefeitos que antecederam o petista foram reprovadas por falhas dos contadores e a empresa não enviava as informações corretamente ao Tribunal. Mesmo assim, foram recontratados.

“Nos causa muita estranheza o atual prefeito ter renovado o contrato com a empresa que não cumpria com seu dever na gestão passada. O mais grave que a gente avalia é o fato de que os contadores são pagos exclusivamente para enviar os balancetes para a Câmara, mas nunca recebemos esses balancetes até instaurarmos a CPI para investigar. Então a gente acredita que eles estão recebendo sem trabalhar”, cutuca o parlamentar.

Ele informa ainda que, curiosamente, após a Câmara decidir afastar o prefeito do cargo na terça-feira (13), criar uma CPI e o caso ganhar repercussão na imprensa, os balancetes de quase 8 meses que nunca havia sido enviados, aparecerem todos nesta quinta-feira (15). “Ontem foi protocolado na Câmara os balancetes de janeiro a junho. Agora ainda faltam o de julho e o aplic desde janeiro que nunca foi enviado ao Tribunal de Contas”, afirma o pedetista confirmando a versão do presidente do Legislativo, Wagner Belmiro Teixeira Filho (PSD) de que os dados nunca foram disponibilizados no Portal do Cidadão no site do TCE.

Adelmar também é taxativo ao rebater os argumentos do procurador Fabrício Domingues que afirmou ao Gazeta Digital que os requerimentos dos vereadores foram todos respondidos pelo Executivo. O presidente da Câmara disse que são 28 requerimentos que nunca foram respondidos. “Não procede essa alegação do procurador, porque até hoje o Executivo só respondeu uns 3 requerimentos. Cansado de ser ignorado ao solicitar informações sobre onde são investidos os recursos do município, Adelmar Gálio, que já apresentou 8 requerimentos, disse que recorreu ao Ministério Público. Outros vereadores tomaram a mesma atitude.

“Faz um mês que levei os requerimentos de minha autoria não respondidos para o promotor de Justiça. Já tem uma audiência marcada para os próximos dias. Nos causa estranheza o prefeito ficar escondendo informações de nós vereadores que temos o dever constitucional de fiscalizar os atos do Executivo. Também precisamos prestar contas aos cidadãos e por isso vamos continuar fazendo nosso papel que é questionar, cobrar informações e tentar ajudar o prefeito a realizar uma boa gestão”, enfatiza o vereador.

Ele explica ainda que apesar do prefeito Valdir Ribeiro ter conseguido uma liminar para continuar no cargo, a Comissão Processante vai levar os trabalhos adiante e fiscalizar os motivos pelos quais o gestor não gosta de prestar contas e ainda tentar desqualificar os trabalhos dos vereadores. “Queremos saber onde foram aplicados os mais de R$ 20 milhões que já entraram nos cofres da prefeitura nesses quase 8 meses.

A Câmara deu um prazo pra ele de 8 meses para organizar as coisas pois sabemos que o município viveu nos últimos anos muita turbulência política e não queremos mais isso. Nós sempre tentamos fazer reuniões com o prefeito e deixamos claro que não somos oposição. Só queremos ajudá-lo a realizar um bom trabalho, mas do nosso jeito, que é fiscalizando”, finaliza o parlamentar.
 

Fonte: Fonte: Gazetadigital