NOVA ESPERANÇA

Localizado em Cuiabá, mas sob maior influência de Santo Antônio

Redação: Da Redação | 25/02/2012 - 00:00
Localizado em Cuiabá, mas sob maior influência de Santo Antônio

Localizado em Cuiabá, mas sob maior influência de Santo Antônio do Leverger, sobretudo política, lugarejo vira distrito da Capital com novo Plano Diretor.  Maior reivindicação da comunidade é asfalto na avenida principal, ao longo da qual o lugarejo se estabeleceu

Aos 66 anos, o aposentado Walter da Costa Alecrim nunca ouviu falar em Plano Diretor Participativo. Mas independente de saber o que é e para que serve, ele e os demais moradores da comunidade Nova Esperança, que fica ao longo da rodovia Palmiro Paes de Barros (MT-040) ligando Cuiabá a Santo Antônio de Leverger, sabem muito bem que o fato da localidade, até então, não ter sido efetivamente reconhecida pela Capital ou o pelo município vizinho tem prejudicado a população.

“Aqui precisamos de tudo um pouco e a gente não sabe a quem cobrar. Um (Cuiabá e Santo Antônio) sempre joga para o outro”, lamentou “seo” Walter Alecrim. Na última segunda-feira, o prefeito da Capital, Wilson Santos, sancionou o novo Plano Diretor Participativo da cidade, em determinação ao Estatuto das Cidades, que prevê revisão das diretrizes a cada 10 anos para municípios com mais de 20 mil habitantes.

Entre outras metas, o plano quer delimitar e impedir a ampliação do perímetro urbano da cidade, que hoje é de 257 quilômetros quadrados, nos próximos 10 anos. Assim sendo, o plano prevê a criação de dois novos distritos: Aguaçu (antes no Distrito da Guia) e o Nova Esperança (divisa com Pequizeiro).

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o propósito do Plano é redimensionar as localidades na zona rural para que possa facilitar a implementação das políticas públicas, mais um ponto positivo do trabalho que prevê investimento também a essa parcela da população distante do grande centro.

Investimento que “seo” Walter Alecrim, sua mulher Maria Rodrigues Pereira, 59 anos, e sua filha Marinalva Rodrigues de Oliveira, 33, esperam há vários anos para chegar. “Somos uma comunidade bastante carente. Mas aqui o que o povo mais torce é pela chegada do asfalto”, comentou Marinalva Rodrigues.

A pouca infra-estrutura que a comunidade recebeu ao longo dos seus 20 anos de criação é fruto de investimento por parte das duas administrações municipais.

“O posto de saúde e creche são mantidos pela prefeitura de Santo Antônio. Já a escola municipal e o transporte (feito pela empresa Sol) quem mantém é a prefeitura de Cuiabá”, afirma Rosinha Cipriano dos Santos, 29 anos, mãe de dois meninos com três e 10 anos.

Já Idinaldo Fernando Cardoso, morador da comunidade e delegado do Orçamento Participativo do Pólo 4 de Santo Antônio, afirma que o loteamento onde se formou o Nova Esperança é registrado no município vizinho.

“Cem por cento dos lotes são registrados e todo imposto (IPTU) fica com Santo Antônio”, disse.

Além disso, segundo ele, os eleitores da comunidade votam na urna 3ª, que fica em Santo Antônio. “Na época da eleição os candidatos que vêm aqui pedir voto são todos de Santo Antônio”. A maioria, no entanto, trabalha em Cuiabá.

 

Fonte: Diário de Cuiabá