No Estado, 109 prefeitos poderão disputar a reeleição nos pleitos municipais de 2012, segundo levantamento feito pela Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM).
OS 32 restantes serão impedidos de participar da eleição por estarem no exercício do segundo mandato.
De acordo com a coordenadora jurídica da AMM, Débora Simone Rocha Faria, nenhum prefeito possui qualquer impedimento jurídico que o impeça de disputar eleição.
“Considero a situação dos prefeitos de Mato Grosso 100% positiva, uma vez que no levantamento que fizemos constatamos que nenhum está inelegível”, disse.
Entre os que poderão se candidatar à reeleição estão os prefeitos de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), e de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PSD). Embora não tenham sido eleitos em 2008, ambos exercem o mandato e podem concorrer ao pleito.
O prefeito de Alto Boa Vista, Wanderley Perin (PR), também não foi eleito e, mesmo assim, poderá disputar a reeleição. O republicano assumiu o cargo após o prefeito Aldecides Milhomem (DEM) ter sido cassado pela Justiça Eleitoral.
Ele foi condenado por prática de abuso de poder econômico, por ter contratado para campanha grande volume de cabos, se comparado ao público votante de pouco mais de três mil eleitores do município no norte de Mato Grosso.
Também assumiram o cargo após a cassação de seus titulares os atuais prefeitos dos municípios de: Santo Antônio de Leverger, Harrison Benedito Ribeiro (PSDB); Tangará da Serra, Saturnino Masson (PSDB); Novo Horizonte do Norte, João Antônio de Oliveira (PMDB); Araguainha, José Ocifarme Ferreira (PPS); Ribeirão Cascalheira, Adario Carneiro Filho (DEM); Novo Mundo, José Hélio Ribeiro (PSB); e Campos de Júlio, Dirceu Comiran (PSDB). No entanto, até o momento, nem todos se apresentam como pré-candidatos à reeleição.
O caso mais complicado envolveu a sucessão do município de Santo Antônio de Leverger. Harrison Ribeiro foi eleito em setembro de 2010 após o mandato do ex-prefeito Faustino Dias Neto (DEM) ter sido cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), porém só assumiu a cadeira mais de um ano após a eleição porque disputou o pleito suplementar com o registro de candidatura sub judice, já que havia sido considerado ‘ficha suja’.
