A Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública, da Polícia Judiciária Civil, deflagrou na manhã desta quarta-feira (14.12), a operação “Cartas Marcadas”, para apurar crimes contra a administração pública, estelionato, fraude processual, peculato, corrupção e formação de quadrilha, envolvendo o pagamento de certidão de cartas de créditos de um grupo de agentes fazendários.
A operação cumpre 14 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Torixoréu, Chapada dos Guimarães, e Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo. Os detalhes da investigação serão repassados à imprensa às 14 horas, em entrevista coletiva, no auditório da Polícia Judiciária Civil, na Avenida Coronel Escolástico, em Cuiabá.
As investigações iniciaram em julho deste ano, com denúncia do pagamento em valores muito acima dos efetivamente devido. Um representante da categoria dos agentes fazendários teria se apropriado indevidamente de parte dessas cartas emitidas pelo Estado e estaria negociando as cartas acima do valor permitido.
O Governo do Estado determinou a Auditória Geral que realizasse um levantamento detalhado, onde constatou que eram feitos acordos extrajudicial, resultado em prejuízo ao erário público. “O governador ao tomar conhecimento das irregularidades determinou a suspensão de toda e qualquer compensação das cartas de créditos”, disse o delegado Lindomar Tofolli.
Prisões
Informações extra-oficiais dão conta que as casas do deputado estadual Gilmar Fabris (DEM) nas cidades de Cuiabá, Rondonópolis e Florianópolis foi invadida. Parentes do parlamentar também estariam presos, como por exemplo o advogado Ocimar Campos, estaria na lista de pessoas a serem presas.
Recentemente, ele retornou ao mandato no Legislativo temendo a operação. Fabris comandaria um esquema milionário para o pagamento das cartas de crédito superfaturadas.
