Acompanhado do Assessor Jurídico do Poder Legislativo do município de Santo Antônio, o advogado Jesuíno de Farias, os vereadores Ugo Padilha (DEM) Presidente da Câmara e Dito Lucas (PPS) 1º Secretário, estiveram na redação do Jornal Diário de Cuiabá na tarde desta quarta-feira (16), onde foram apresentar os fatos sobre a versão apresentada pelo prefeito Harrisson Ribeiro (PSDB) em matéria publica recentemente pelo jornal, no caso do Livro Ata.
Entrevistado pela repórter Renata Neves da Editoria de Política, tanto o Assessor Jurídico como os vereadores se reuniram mais de sessenta minutos na redação e puderam apresentar a Nota de Esclarecimento publicada pela presidência na última sexta-feira (11).
também entregaram uma cópia do documento em que o prefeito Harrisson através do seu Procurador Jurídico homologou um acordo com a presidência da Câmara sobre o fornecimento do Livro Ata e a lavratura do Termo de Posse, que inclusive foi protocolizado no Fórum da Comarca pelo advogado da Câmara na sexta-feira (11).
Confira a seguir a íntegra da Matéria do Diário de Cuiabá que vai as bancas nesta quinta-feira (17) e circulará nas principais cidades de Mato Grosso.
DISPUTA EM LEVERGER
Padilha diz que entregou documentos
RENATA NEVES
Da Reportagem
O presidente da Câmara de Santo Antônio de Leverger (34 km ao sul), vereador Ugo Padilha (DEM), negou as acusações feitas pelo prefeito do município, Harrisson Ribeiro (PSDB), de que teria “sumido” com o livro-ata da Câmara Municipal, onde foi registrado o termo de posse, para impedi-lo de acessar as contas do município.
Padilha explicou que um homem desconhecido foi até a Câmara na última quinta-feira (10) à tarde dizendo ter sido enviado pelo prefeito e pediu o livro-ata. No entanto, por não saber de quem se tratava, a funcionária responsável não o entregou. Em seguida, a funcionária teria entrado em contato por telefone com o primeiro-secretário do Legislativo, vereador Benedito Lucas de Miranda (PPS), o “Dito Lucas”, para informá-lo do ocorrido.
Ciente da situação e orientado pelo assessor jurídico da Câmara, Dito Lucas pegou o livro para tirar uma cópia do termo de posse. O vereador afirma que fez a cópia e a autenticou no próprio município e, em seguida, avisou os vereadores Frank Carvalho e Eduardo Salomão, ambos do PSDB, que já estava de posse do documento. “Eles ficaram de passar na minha casa para buscá-lo, mas não foram. Ao invés disso, recebi a visita de um oficial de Justiça, determinando que eu entregasse o termo de posse e a ata da sessão”, contou.
O vereador alegou ainda não ter conhecimento de que o termo deveria ser entregue com “tamanha urgência”. Ugo Padilha foi notificado por volta das 12h30 da sexta-feira (11). Os parlamentares afirmam terem entregado os documentos após as 16h da sexta-feira, antes do prazo determinado pela decisão judicial.
“Após a notificação de Padilha, tínhamos 24h para cumprir a determinação da Justiça. Como o dia seguinte era um sábado e na segunda-feira era ponto facultativo, por se tratar de véspera de feriado, nosso prazo se encerraria ontem. Ainda assim, só entregamos após as 16h porque a ata ainda não havia sido confeccionada”, explicou o assessor jurídico da Câmara, Jesuíno de Farias.
A entrega da documentação, no entanto, se deu mediante a um acordo firmado entre o Legislativo e a prefeitura, no qual o Executivo municipal se comprometeu a retirar a ação judicial.
Por conta da confusão, Harrisson Ribeiro só conseguiu ontem ter acesso às contas do município. Entretanto, não adiantou informações. “Ainda é prematuro fazer uma avaliação, pois as contas estão sendo liberadas uma a uma”, disse.
O gestor justificou ter acionado a Justiça porque considerou “estranha” a atitude do vereador Dito Lucas. “Ele tirou cópia e autenticou o documento na comunidade de Mimoso, distante 80 km da sede do município, quando poderia ter feito isso em um local próximo à câmara”, ressaltou.
O vereador Ugo Padilha, que permaneceu no comando da prefeitura durante pouco mais de 10 meses, estima que o município deva à previdência própria cerca de R$ 1 milhão.
