Prefeitos do Consórcio Municipal de Desenvolvimento do Vale do Rio Cuiabá, estiveram reunidos na manhã desta terça-feira (21), na sede da Associação Matogrossesnse dos Municípios – AMM, em Cuiabá.
O prefeito Meraldo Sá (PP), presidente da entidade e prefeito de Acorizal-MT, os prefeitos de Santo Antônio de Leverger, Ugo Padilha (sem partido), Nossa Senhora do Livramento, Zenildo Sampaio (DEM), Rosário Oeste, Joemil Araújo (PMDB), Nobres, José Carlos (PP), o secretário executivo do Consórcio do Vale, Eduardo Belmiro, o representante do aterro sanitário de Várzea Grande, além dos técnicos da AMM, discutiram durante boa parte da reunião alternativas para a questão dos aterros sanitários dos seus municípios.
Tanto o Ministério Público quanto a secretária de meio ambiente do governo do estado tem orientado os governantes para a implantação do aterro.
A reunião também alertou sobre a realização das audiências públicas com a participação da população para se discutir a problemática do destino do lixo. Outro objetivo é reunir com os representantes do MP e mostrar os projetos do Consórcio dos municípios.
A Engenheira Sanitarista e Gerente Ambiental da (SANECAP), órgão de saneamento da prefeitura de Cuiabá, Lieda Velasco, representante do município, alertou os governantes sobre os cuidados com os contratos de terceirização, visto que o lixo atualmente é uma enorme geração de recursos financeiros.
O prefeito de Livramento, Zenildo Sampaio, colocou a sua preocupação com a instabilidade política do vizinho município, Várzea Grande. Assim como os várzea-grandenses, Santo Antônio também atravessa a mesma instabilidade, dessa forma há também a preocupação com os administradores que por ventura venham a ocupar a cadeira de administrador desses dois municípios.
Dados colhidos e repassados pela assessoria técnica da AMM, mostram que Santo Antônio de Leverger tem hoje 18.409 habitantes, com uma população urbana de 7.148 moradores. A estimativa e produção de lixo Kg/dia são de 5.718,40.
Os administradores foram orientados a implantarem a coleta seletiva em seus municípios, bem como a criação de cooperativas de catadores e separadores de lixo. Dessa maneira o custo financeiro deverá ser bem menor, visto que as empresas que irão coletar, transportar e armazenar o lixo deverá cobrar por esse serviço.
Outro alerta que os gestores receberam, é que a população deverá arcar com mais este serviço, possivelmente uma taxa de lixo em seu IPTU.
