Pela segunda vez consecutiva o prefeito de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR), foi eleito o pior administrador entre as 50 maiores cidades de Mato Grosso, conforme o ranking KGM de Aprovação Popular dos Prefeitos de Mato Grosso. Já o prefeito de Água Boa, Maurição Tonhá (PR), foi considerado, pela terceira vez consecutiva, o melhor gestor municipal.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto KGM e ouviu mais de 10 mil pessoas nos maiores municípios do Estado entre os dias primeiro de abril e 30 de maio. Estas 50 cidades concentram cerca de 80% da população do Estado.
Dentre as cinco prefeituras mais bem avaliadas, quatro têm a economia baseada no agronegócio. Logo depois do prefeito de Água Boa aparecem os de Sapezal, João César Maggi (PR); de Lucas do Rio Verde, Marino Franz (PP); de Primavera do Leste, Getúlio Viana (PR); e de Juína, Altir Peruzzo (PT). Fora Juína, que tem como pontos econômicos mais fortes o extrativismo mineral e vegetal e a pecuária, os outros municípios se destacam pela produção agrícola.
Desde 2009 nas três primeiras posições do ranking aparecem os mesmos prefeitos, apenas com inversão entre a segunda e a terceira colocações entre César Maggi e Marino Franz. Uma das grandes variações é a do prefeito de Primavera, que em 2010 apareceu 11ª posição e agora subiu para a quarta.
Já entre as 10 prefeituras que aparecem com as piores avaliações, as quatro últimas do ranking são cidades-polos do Estado. Sendo Várzea Grande na última colocação, logo em seguida aparecem os prefeitos de Cáceres, Túlio Fontes (DEM); de Cuiabá, Chico Galindo (PTB); e de Tangará da Serra, José Jaconias (PT).
Entre os prefeitos com as 10 piores avaliações para a população, algumas prefeituras enfrentam crise política. O caso emblemático é o de Várzea Grande. O prefeito Murilo enfrenta diversas ações na Justiça por improbidade administrativa e a Câmara dos Vereadores já o afastou do cargo, embora ele tenha conseguido voltar.
Já em Tangará da Serra (47ª cidade no ranking), José Jaconias (PT) aparece como o prefeito avaliado na pesquisa. No entanto, vice-prefeito, ele assumiu o comando da cidade há poucos meses, quando o Legislativo também afastou o prefeito Júlio César Ladeia (PR).
A prefeitura de Santo Antônio de Leverger também está em descrédito com a população, aparecendo em 44ª no ranking IKGM. Hoje o prefeito interino da cidade é o vereador Ugo Padilha (DEM). A instabilidade política começou depois que o eleito em 2008, Faustino Dias (DEM), foi cassado por compra de votos pela Justiça Eleitoral.
O prefeito da capital, Chico Galindo, também aparece em queda no ranking. Em 2009 ele aparecia na 33ª posição, no ano seguinte caiu para 40ª e este ano é o terceiro pior, na 48ª posição.
O índice IKGM é obtido por meio de duas variáveis. A primeira é a nota, onde o entrevistado atribuiu valor de zero a 10 para o prefeito de seu município. A segunda variável é a nota do conceito que o entrevistado atribuiu ao prefeito, que pode ser péssimo, ruim, bom ou ótimo. O índice IKGM é a média aritmética entre essas duas variáveis.
