O prefeito tampão de Santo Antonio do Leverger, Ugo Padilha (DEM), que assumiu a função em 1º de janeiro deste ano, confessa que ainda não se sente seguro no cargo. Quando foi empossado, ele acreditava que não ficaria mais de um mês à frente da prefeitura e, mesmo prestes a completar o quarto mês de sua gestão, ainda se incomoda com a situação de instabilidade.
“Toda terça e quinta, quando tem sessão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a gente fica na expectativa, achando que pode perder o cargo”, declarou Padilha. Ele foi o terceiro prefeito a assumir o comando do município desde as eleições de 2008 e permanece no cargo pois é presidente da Câmara.
Quando o prefeito eleito em 2008, Faustino Dias (DEM) teve seu mandato cassado, o então representante do Legislativo, Harrison Benedito (PSDB) foi empossado para comandar o município. Durante o período, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decretou eleições suplementares para a definição de um prefeito definitivo.
Harrison venceu a disputa contra Glorinha Garcia (PP), mas não conseguiu ser empossado até hoje. Ele concorreu sub judice, enquadrado como ficha suja por ter sido demitido da secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). Foi absolvido da acusação e, além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que a Lei da Ficha Limpa só passa a valer a partir das próximas eleições.
No entanto, seu recurso ainda tramita no TSE, onde já entrou em pauta de julgamento por cinco vezes, mas segue sem definição. Como permanecia na prefeitura na condição de representante da Câmara, teve que deixar o cargo quando o Legislativo elegeu uma nova Mesa Diretora.
Ugo assumiu o município timidamente, com a expectativa de ficar apenas um mês no cargo, já que o caso de Harrison já tinha entrado na pauta de julgamento. Mesmo assim, montou sua equipe de transição, deu posse a novos secretários e garante estar tocando a prefeitura, que acumula dívida de aproximadamente R$ 1 milhão, sem se preocupar com a instabilidade, mas reconhece que a situação dificulta a realização de convênios e parcerias que pudessem ajudar a desafogar as contas do município.
