A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) repassou à prefeita Francieli, de Santo Antônio de Leverger, uma relação de normativas do Ministério da Educação, do Ministério da Saúde, do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) e da própria UFMT que precisam ser atendidas para que a nova unidade do hospital se consolide no município. A expectativa é que o a Prefeitura responda à UFMT em aproximadamente 15 dias.
A reunião, que ocorreu na última sexta-feira (13), debateu a jurisdição do novo Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM). O encontro ocorre após a aprovação e sanção de uma lei pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) que posiciona o novo hospital dentro dos limites do município.
Apesar da mudança, a principal preocupação apresentada na reunião foi evitar judicialização e, sobretudo, qualquer impacto no cronograma da obra e no futuro funcionamento do hospital.
A prefeita Francieli, defendeu a lei aprovada e afirmou que o município pretende atuar de forma cooperativa.
Nossa administração tem muita seriedade e muito respeito. A gente trabalha pela população. Essa área territorial sempre pertenceu a Santo Antônio. Fizemos um estudo que nunca tinha sido feito. Todos os deputados aprovaram essa lei. Isso é justiça ao que sempre nos pertenceu. Estamos colocando nossos secretários à disposição para trabalhar em sintonia e apresentar nossa capacidade. Queremos colocar a administração municipal parceira, para somar e ajudar”, declarou.
Durante a conversa, a reitora da UFMT, professora Marluce Souza e Silva, ressaltou que a prioridade institucional é garantir a conclusão do empreendimento e a entrega do serviço à população.
“Neste momento, o nosso posicionamento é de que essa disputa de jurisdição não pode afetar a conclusão e o funcionamento do hospital, que é uma demanda indispensável da população. É importante que todos saibam que o hospital vai demandar ainda muitos recursos, vai demandar corpo técnico e uma estrutura administrativa significativa para que atenda adequadamente toda a população”, afirmou.
O superintendente do HUJM, Reinaldo Gaspar da Motta, também enfatizou a necessidade de diálogo para que a discussão não comprometa o objetivo central do projeto, que é ampliar e qualificar a assistência no estado.
Há um impasse muito difícil que precisa ser resolvido e isso se resolve com diálogo. Nós precisamos estar sentados à mesa e conversar com muita transparência. A presença do município de Santo Antônio é importante e a expectativa é conseguir resolver da melhor maneira possível, contribuindo para que o benefício desse hospital seja potencializado”, disse.
Segundo ele, além do debate territorial, há pontos técnicos que precisam ser equacionados: “O que nós apresentamos ao município é o levantamento das demandas e necessidades técnicas para que se mantenha uma condição mínima para podermos levar mais saúde à população, porque é complexo, muito complexo o atendimento de um hospital desse porte”.
