REUNIÃO ESTRATÉGICA NA UFMT

Prefeita Francieli e Rafael Lima tratam com reitoria da UFMT de exigências para o novo Hospital Júlio Müller

A obra é executada pelo Governo do Estado e tem previsão de entrega até dezembro de 2026

Redação: Baixada Cuiabana News | 13/02/2026 - 20:44
Prefeita Francieli e Rafael Lima tratam com reitoria da UFMT de exigências para o novo Hospital Júlio Müller

A prefeita de Santo Antônio de Leverger, Francieli Magalhães (PSB), e o presidente da Câmara Municipal, Rafael Lima (PSB), reuniram-se nesta sexta-feira (13) com a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marluce Aparecida Souza e Silva, para tratar das exigências técnicas e jurídicas relacionadas à área onde está sendo construído o Hospital Universitário Júlio Müller.

O encontro foi realizado após a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovar alteração nos limites territoriais entre municípios, o que resultou na retirada da unidade hospitalar do território de Cuiabá. A mudança gerou questionamentos sobre a jurisdição da área e levantou a necessidade de esclarecimentos institucionais.

A reunião teve como objetivo discutir o que precisa ser feito para assegurar a consolidação do hospital em Santo Antônio de Leverger. Segundo a prefeita, a UFMT apresentou uma relação de exigências e normativas que devem ser atendidas pelo município para garantir segurança jurídica ao empreendimento.

Francieli Magalhães afirmou que a administração municipal analisa os pontos apresentados pela universidade. De acordo com a gestora, a intenção é compreender como adequar o município às condicionantes exigidas para que a obra não sofra interrupções.

A prefeita destacou que o diálogo busca assegurar a conclusão da obra, aguardada há mais de 17 anos. Ela ressaltou que não há intenção de estabelecer disputa entre municípios, mas de garantir que o hospital entre em funcionamento dentro das normas legais.

A governante municipal de Santo Antônio de Leverger - prefeita Francieli (PSB)

A reitora da UFMT informou que é a primeira vez que a instituição foi oficialmente chamada para se manifestar sobre a possível mudança de jurisdição. Conforme explicou, registros acadêmicos, licenças e normatizações dos cursos da área da saúde estão vinculados a Cuiabá junto ao Ministério da Educação.

Ainda segundo a reitora, caso haja impasse entre os municípios, a jurisdição estadual poderá ser considerada como alternativa administrativa para evitar paralisações na obra e assegurar continuidade aos trâmites legais.

A prefeita reforçou que a área onde o hospital está sendo construído pertence legalmente a Santo Antônio de Leverger. Ela informou que o município realiza levantamento técnico para verificar o atendimento às exigências apresentadas pelas instituições envolvidas.

Francieli também declarou que não há interesse da gestão municipal em interromper a construção. A prefeitura avalia a capacidade de oferecer infraestrutura adequada, como abastecimento de água, rede de esgoto, transporte e demais serviços necessários ao funcionamento da unidade.

O presidente da Câmara Municipal, Rafael Lima (PSB)

As instituições apontaram que a principal preocupação envolve o cumprimento de exigências legais, estruturais e normativas estabelecidas pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Educação, a fim de garantir que o hospital opere de forma regular após a entrega.

Com 58 mil metros quadrados de área construída, a unidade terá perfil de atendimento de alta complexidade e ampliará a capacidade de 96 para quase 300 leitos. O hospital pertence ao Governo Federal e é administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao Ministério da Educação.

A obra é executada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra), com previsão de entrega até dezembro de 2026. O orçamento anual estimado para funcionamento é de R$ 232 milhões.

Participaram também da reunião o deputado estadual Wilson Santos, secretários municipais, assessores da prefeita e representantes da UFMT. Ao final, ficou definido que o município analisará tecnicamente as exigências apresentadas, com a prioridade de garantir a entrega e a operação da unidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso.

  

Fonte: RDnews