A Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um esquema de desvio de emendas parlamentares, tem como alvos seis pessoas, entre elas o vereador Chico 2000 e o empresário João Nery Chiroli, além de assessores ligados ao Legislativo municipal.
Também foram identificados como investigados o chefe de gabinete de Chico 2000, Rubens Vuolo Júnior, o assessor do vereador Mário Nadaf, Joaci Conceição Silva, Alex Jony Silva e Magali Gayba Felismirni Chiroli. Por determinação judicial, Chico 2000, Rubens Vuolo e Joaci foram afastados dos cargos públicos que ocupavam.
As apurações indicam que o grupo teria se organizado para direcionar recursos de emendas parlamentares a um instituto e a empresas, com parte do dinheiro retornando ao vereador responsável. Como parte das medidas cautelares, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 676 mil, a apreensão de bens, a suspensão das atividades do instituto investigado e proibiu o Município de realizar contratações ou pagamentos às empresas envolvidas, além de restringir o acesso dos investigados a prédios públicos.
OS ALVOS
Além do vereador, outras cinco pessoas foram identificadas como peças-chave no suposto esquema que envolvia desde servidores do legislativo até empresários do setor esportivo:
Alex Jones Silva, responsável pelo Instituto Brasil Central, a Organização Social beneficiada pelas emendas;
Rubens Vuolo Júnior, assessor nomeado na Câmara de Cuiabá em janeiro deste ano;
Magali Galna Felizmino Chirolli e João Nery Chirolli, empresários da "Chirolli Uniformes", fornecedora de eventos esportivos;
Joacir Conceição Silva, também figura entre os investigados pela Deccor.
