O governador Silval Barbosa (PMDB) pela primeira vez sentiu estremecer a consolidação de seu arco de alianças com o Partido dos Trabalhadores (PT), a fim de garantir sua reeleição nas eleições de outubro.
“O estrago foi grande” sintetizou Barbosa, diante dos desdobramentos ocorridos após as prévias do PT que definiu o deputado federal Carlos Abicalil (PT) como candidato da legenda ao Senado Federal, impulsionando um “racha” ainda maior no diretório estadual do partido.
A senadora Serys Shlessarenko (PT), derrotada na disputa interna, anunciou que trabalhará para que a sigla declare apoio ao empresário Mauro Mendes (PSB) adversário político de Silval.
Contido e ao mesmo tempo receoso, o peemedebista acha que está é uma decisão pessoal da senadora “é natural, após uma disputa acirrada, que aconteçam declarações de pessoas que saem chateadas", disse o governador prometendo cobrar um posicionamento da sigla petista, em breve.
Prevendo um possível desgaste no seu projeto político, já que desde 2006 o PT marcha em consonância com outras legendas que compõe a base do governo Lula entre elas PMDB e PR, Silval Barbosa disse que vai procurar a Serys para uma reunião em busca de conquistar a unidade partidária. Ele acredita no bom senso da senadora e bom relacionamento construído nos tempos de Assembelia Legislativa visando colocar ponto final no imbróglio que pode comprometer sua candidatura.
"Vou fazer tudo que estiver ao meu alcance para ter ela do meu lado", argumentou Silval Barbosa que espera a "retribuição" do PT de Mato Grosso pelo fato dele conceder apoio a pré-candidatura a presidência da República da ex-ministra da Casa Civil, Dilma Roussef (PT).
