Presos no último dia 7, durante a Operação Hygeia, da Polícia Federal, os irmãos Valdebran e Waldemir Padilha ganharam a liberdade, na noite deste domingo (18), por decisão do desembargador Olinto Menezes, plantonista do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília.
A decisão do magistrado atende a um recurso que o advogado de defesa dos irmãos, Roger Fernandes, interpôs na sexta-feira (16). Ele pediu a anulação da prisão preventiva que o juiz Julier Sebastião, da 1ª Vara Federal, em Cuiabá, decretara na quinta-feira (15).
Empresários da área da construção civil, Valdebran e Waldemar Padilha são acusados de envolvimento em um esquema que desviou, pelo menos, R$ 51 milhões da Fundação Nacional da Saúde (Funasa). A fraude, segundo investigações da PF, era praticada por meio de Oscips, entre elas, a Creatio e a Idhas, além de prefeituras municipais em Mato Grosso.
Esta é a segunda decisão do desembargador Olinto Menezes, em menos de 24 horas. Na noite de sábado (17), o magistrado deferiu recurso interposto pelo advogado Ulisses Rabaneda e mandou libertar dois dirigentes do PMDB: Carlos Miranda, tesoureiro da sigla, e José Luis Gomes Bezerra, sobrinho e assessor do presidente regional do partido, deputado federal Carlos Bezerra.
O terceiro dirigente do PMDB de Mato Grosso, o secretário-geral da Executiva Municipal, Rafael Bastos, como MidiaNews revelou, deixou a prisão na sexta-feira (16), por decisão do juiz Julier Sebastião da Silva, da 1ª Vara Federal.
Bastos, Miranda e Bezerra foram presos durante a Operação Hygeia, deflagrada pela Polícia Federal, em parceria com o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), no último dia 7.
Com a libertação de Carlos Miranda, Rafael Bastos, José Luiz Bezerra, Valdebran Padilha e Waldemar Padilha, oito pessoas ainda estão presas preventivamente, por decisão da Justiça Federal.
