Plantonista do Tribunal Regional Federal (TRF)/1ª Região, em Brasília, neste sábado (17), o desembargador Olinto Menezes suspendeu a prisão preventiva do tesoureiro estadual do PMDB, Carlos Miranda, e do empresário José Luiz Gomes Bezerra. Ambos são assessores diretos do presidente da Executiva Estadual do partido, deputado federal Carlos Bezerra, presidente estadual do PMDB.
O pedido de anulação das prisões foi feito, na sexta-feira (16), pelo advogado de defesa dos dois políticos, Ulisses Rabaneda. No pedido, ele argumentou que a Polícia Federal ouviu os seus clientes, que são acusados de integrar um esquema de desvio de dinheiro público. Os dois devem deixar a prisão ainda nesta noite.
O terceiro dirigente do PMDB de Mato Grosso, o secretário-geral da Executiva Municipal, Rafael Bastos, como MidiaNews revelou, deixou a prisão na sexta-feira, por decisão do juiz Julier Sebastião da Silva, da 1ª Vara Federal.
Bastos, Miranda e Bezerra foram presos durante a Operação Hygeia, deflagrada pela Polícia Federal, em parceria com o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), no último dia 7.
Os três integravam uma suposta organização criminosa que teria desviado, pelo menos 51 milhões da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) em Mato Grosso. O esquema envolveria outras 30 pessoas, entre políticos, empresários e servidores públicos.
O montante do prejuízo, segundo a CGU, deve chegar aos R$ 200 milhões. O esquema envolve Oscip‘s, entre elas, o Instituto Creatio e o Idheas.
Com a libertação de Carlos Miranda, Rafael Bastos e José Luiz Bezerra, 10 pessoas ainda estão presas preventivamente, por decisão da Justiça Federal.
