Médicos e servidores que trabalham no Hospital Municipal de Santo Antônio de Leverger, acusam a prefeitura de atrasar os salários desde o mês de novembro. A dívida foi herdada pela prefeita Francieli Magalhães (PTB), que assumiu cargo em janeiro e sem quitar o débito aumentou.
De acordo com a denúncia, médicos que trabalharam na unidade de saúde em novembro e dezembro não tiveram os pagamentos compensados, no entanto, os servidores que continuaram no trabalho ou que foram contratados a partir da nova gestão receberam agora em fevereiro os salários referentes a janeiro.
Para os trabalhadores foi como se a gestão municipal ignorasse os pagamentos devidos da gestão anterior.
Ainda segundo alguns servidores, foram várias tentativas de conversa para fazer o acerto com a Diretora do HM, Jordana da Silva, que sempre apontava datas em que os pagamentos seriam realizados, mas nunca cumpridos.
Outro lado
A reportagem do site cuiabano, RepórterMT entrou em contado com a diretora do HM e conversou com Jordana.
De acordo com a diretora, na manhã desta quarta-feira (17) entrou em reunião com a prefeita Francieli para discutir os pagamentos atrasados dos servidores do hospital. Jordana garantiu ainda que na quinta-feira (18) todo o valor pendente, tanto com médicos, quanto com os demais servidores, será quitado.
Questionada sobre a causa do atraso, principalmente após a prefeitura publicar no dia 19 de janeiro que toda folha de pagamento dos servidores municipais tinha sido quitada, inclusive o 13º salário, a diretora tentou explicar.
Segundo Jordana, a problemática começou com a contratação de alguns médicos em novembro e dezembro de 2020, época de eleição e final da gestão do então prefeito Valdir Pereira, quando não era possível formalizar contratos.
Então, os médicos começaram a trabalhar, os plantões foram contabilizados, mas os pagamentos não efetuados, sendo acertado que os valores seriam pagos em janeiro, após o início da nova gestão.
No entanto, ainda segundo a diretora, ‘uma falha de comunicação’ entre o RH do hospital e a pasta da saúde da prefeitura prejudicou o acerto com os servidores. O que já foi ‘corrigido’, discutido com a prefeita e os pagamentos agendados.
Jordana fez questão de ressaltar ainda que diferente do que foi divulgado, o hospital está em atraso com três médicos e não com seis. Sendo que dois deles não entregaram a documentação correta ou conta em outro banco que não o Banco do Brasil, sendo avisado no momento da contratação que os pagamentos são feitos exclusivamente por esse canal bancário.
A reportagem também tentou contato com a prefeita Francieli, mas até a publicação desta reportagem nossas ligações não foram retornadas.
