MÉDICO OU PREFEITO ?

Com ganho salarial reduzido de 30 mil para 5.800, prefeito renuncia para não roubar

Redação: Da Redação | 10/08/2013 - 00:00
Com ganho salarial reduzido de 30 mil para 5.800, prefeito renuncia para não roubar

 

 

 

 

 

 

 

 

Menos de oito meses depois de assumir o cargo, um prefeito do interior de São Paulo abriu mão do mandato. O motivo: o salário baixo demais em relação ao que ganhava como médico.

"Ou voltava a trabalhar e ganhava meu dinheiro honestamente ou tirava da prefeitura", disse Márcio Faber (PV) à TV Globo, após deixar o cargo em Paranapanema. Faber afirmou que o salário de R$ 5.800 não chegava a 20% do que recebia como médico --R$ 30 mil.

"É um caso inédito no Brasil: alguém renunciar para não roubar", disse o vice-prefeito Antonio Nakagawa. Também filiado ao PV, ele afirmou ter sido pego de surpresa pela decisão. Nakagawa, o novo prefeito, disse que vai aceitar o salário: "Sou contador e aposentado. Para mim é suficiente".

 O vice-prefeito Antonio Nakagawa (PV) disse ter sido pego de surpresa pela decisão. "Não imaginava, embora ele já comentasse que a situação não estava fácil", disse.

"Foi o maior exemplo de hombridade. É um caso inédito no Brasil, alguém renunciar para não roubar", disse.

De acordo com a Constituição, é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. "Mas nada impede que ele exerça a profissão no seu consultório", diz Eduardo Pereira, presidente da Associação Brasileira de Municípios.

 

Fonte: Folhaonline