O secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, José Afonso Portocarrero, afirmou nesta segunda-feira (02) que o futuro terminal ferroviário da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo deve permanecer no município e não vê possibilidade de transferência para Santo Antônio de Leverger (a 35 km de Cuiabá).
Em audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a discussão girou em torno da indicação do deputado estadual Wilson Santos (PSD), que propôs a instalação do terminal em Santo Antônio de Leverger, em vez de Cuiabá.
Segundo Portocarrero, a ideia de manter o terminal em Cuiabá integra planejamento do município há mais de 30 anos, previsto no plano diretor e contemplando a infraestrutura já consolidada. “A área está dentro do território de Cuiabá, com 3.200 km², e não vejo como fazer a alteração para outro município”, disse o secretário.
Ele destacou que a capital reúne infraestrutura estratégica para a operação do terminal, como o distrito industrial, a Rodovia dos Imigrantes e o fornecimento de gás. Além disso, a produção local, embora em menor escala que a de grandes centros, terá prioridade de escoamento pelo terminal, beneficiando também municípios vizinhos, como Barão de Melgaço, Poconé e Santo Antônio de Leverger.
A ferrovia, que ligará Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, terá um ramal para Cuiabá e conexão ao Porto de Santos, com objetivo de reduzir distâncias e aumentar a eficiência logística de forma sustentável, segundo a empresa Rumo, responsável pelo projeto.
Portocarrero ressaltou que a escolha do local foi técnica, consolidada em diálogo com gestões anteriores da prefeitura e pela própria Rumo. “Cuiabá apoia a decisão, mas a escolha foi feita de forma técnica e fundamentada”, afirmou.
