A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS desta segunda-feira (01.09), foi interrompida por uma discussão acalorada entre duas parlamentares de diferentes espectros políticos. A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) e a senadora Leila Barros (PDT-DF) se desentenderam após a aprovação unânime de 21 pedidos de prisão preventiva contra suspeitos de participar do esquema bilionário de fraudes no instituto previdenciário.
O conflito começou quando a deputada bolsonarista comemorou o resultado da votação com gritos de "Aprovamos, aprovamos". Leila Barros, ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei, reagiu lembrando que a base governista também havia votado favoravelmente às prisões.
O que era para ser apenas uma troca de farpas verbais escalou rapidamente. As duas parlamentares se levantaram de suas cadeiras e chegaram a ficar cara a cara no plenário, em uma cena de tensão incomum mesmo para os padrões do Congresso Nacional.
"A senadora não gostou quando comemorei o resultado da votação e veio para cima. Ela disse que não tinha medo e eu também retruquei que não tinha medo", relatou Coronel Fernanda após o episódio.
A intervenção de outros parlamentares foi necessária para separar as duas e acalmar os ânimos. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), optou por não suspender a sessão, alegando que era preciso manter o decoro parlamentar.
Entre os nomes aprovados para prisão está Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS indicado durante a gestão do ex-ministro Carlos Lupi, atual presidente do PDT - mesmo partido de Leila Barros.
Apesar do momento de tensão, a sessão prosseguiu normalmente.
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