Blairo, os maquinários e a multa inexplicável
por Enock Cavalcanti
Meus amigos, meus inimigos. Esse caso dos maquinários, pelo que estou sabendo, só se complica. O próprio governo reconheceu que foram surrupiados 44 milhões dos cofres do Estado.
Ou seja, que a compra de máquinas e caminhões, promovida pelo governador Blairo Maggi, no apagar das luzes de seu governo, foi uma compra ruinosa, que trouxe pesados prejuízos para os cofres públicos. Só que as investigações para estabelecer quem surrupiou este dinheiro parecem não avançar ou, por outra, parece que não existe quem queira que essas investigações cheguem a um definitivo deslinde da questão.
Enquanto a Justiça, o Ministério Público e a Delegacia Fazendária, aparentemente, patinam diante do mistério do sumiço da grana, a Secretaria de Fazenda do Estado, pelo que me informaram, estaria atochando pra valer nos empresários que se envolveram como vendedores de máquinas e caminhões neste negócio.
Passado o feriado de Finados, alguém me trouxe a noticia de que uma pesada multa acaba de ser imposta pela Sefaz em cima dos empresários, sem que se tenha a devida responsabilização dos culpados nesse inquérito interminável.
É como se a Sefaz estivesse determinando que fulano, sicrano e beltrano, que são os empresários que venderam as máquinas, são os únicos e absolutos culpados da história, antes mesmo que os promotores Mauro Zaque e Ana Cristina Bardusco, e os delegados da Polícia Fazendária possam dizer até onde os levaram as investigações sobre toda essa mutreta.
Eu fico imaginando que, neste caso, não deveria haver multa nenhuma, pressão nenhuma contra os empresários, até que se tivesse um definitivo parecer sobre o caso. Nada de ameaça, nada de pressão, nada de sacanagem. Deixem a Polícia e o Ministério Público dizerem quem são os mutreteiros.
A multa que tentam impor agora, me dizem, é de dezenas de milhões. Uma coisa feita, aparentemente, para arrasar com os empresários. Mas e o ex-governador Blairo Maggi? E os secretários, aqueles, o De Vitto e o Vilceu Marchetti, que acabaram afastados de suas funções? E o secretario Éder Morais, que sobreviveu a esse tissuname poderá ajudar? É preciso que se encerrem as investigações para que se possa falar em multa, em penalização e até mesmo em prisão. É o que acho, entre atônito e assustado.
