Com 100% das urnas apuradas, é possível ver o “fim” de duas “famílias hegemônicas” na política de Mato Grosso: Riva e Campos. Isso porque, a deputada estadual Janaína Riva (MDB) perdeu a eleição ao Senado neste domingo (4) e a irmã dela, empresária Jéssica Riva (MDB), não conseguiu votos suficientes para conquistar uma das vagas na Assembleia Legislativa.
O decano da Casa de Leis, deputado Júlio Campos (União), também não teve votos suficientes para se manter no Parlamento. Ele recebeu 17.732 mil votos, ficando atrás de Sebastião Rezende, que teve 30.277 mil votos. O líder do Governo, Dilmar Dal Bosco, conquistou 53.137 mil votos. Júlio Campos tem 80 anos e foi prefeito de Várzea Grande, deputado federal por três mandatos, governador, senador e atualmente deputado estadual. Ao todo, ocupou cargos eletivos em seis diferentes períodos de sua carreira, além de ter sido conselheiro do Tribunal de Contas do Estado entre 2002 e 2007.
Além disso, o senador Jayme Campos (União) encerra o mandato em janeiro de 2027, não podendo nem disputar reeleição e sendo preterido na disputa ao Governo de Mato Grosso. O União Brasil optou por apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que foi reeleito neste domingo. Ele era suplente do ex-governador Mauro Mendes, que foi eleito à Câmara Alta.
FIM DOS RIVA
Outra família que saiu duplamente derrotada foi a do ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva. As duas filhas dele perderam resultando no fim de uma "dinastia" de 32 anos de mandatos da família no cenário político mato-grossense. Janaina deixa o Parlamento após 12 anos. Desde 2014, ela era a única mulher entre os 27 deputados estaduais da Casa. Ela obteve cerca de 500 mil votos (14,43%) ficando atrás de José Medeiros, do PL (27,46%) e Mauro Mendes (33,25%) pela primeira vez em 2014, obteve 48.171 votos.
Em 2018 foi reeleita com 51.546 votos e em 2022 foi a mais votada com 82.124 mil. Ou seja, após mais de três décadas, a família Riva fica, pela primeira vez desde 1994, sem nenhum integrante com mandato. O patriarca, José Riva teve uma trajetória de cerca de 20 anos na ALMT. A carreira política foi marcada por processos e condenações por improbidade administrativa e crimes contra a administração pública. Em 2014, deixou as disputas eleitorais. Depois, foi preso, firmou acordo de colaboração premiada e se comprometeu a devolver R$ 92 milhões aos cofres públicos
