A Prefeitura de Santo Antônio de Leverger declarou situação de emergência por causa do risco de incêndios e queimadas uma semana antes de o Morro de Santo Antônio ser atingido por um incêndio de grandes proporções.
O risco possui especial relevância em razão da extensão territorial do município e da existência de áreas rurais, comunidades, áreas de vegetação, propriedades rurais, áreas ambientalmente protegidas
O decreto foi assinado pela prefeita Francieli Magalhães, em 24 de agosto e tem validade de 90 dias. Na noite desta segunda-feira (31), as chamas tomaram parte do morro e puderam ser vistas a quilômetros de distância, inclusive de Cuiabá e Várzea Grande.
Vídeos que circularam nas redes sociais registraram a dimensão do incêndio e mostraram grandes labaredas consumindo a vegetação do ponto turístico.
O Corpo de Bombeiros segue atuando no combate às chamas e nos trabalhos de rescaldo nesta terça-feira (1º). Pela manhã, a corporação reforçou a operação com três aeronaves e cinco equipes posicionadas em pontos estratégicos do Morro de Santo Antônio.
O apoio aéreo estava previsto para começar ainda na noite de segunda-feira, mas a operação das aeronaves não foi autorizada pelo Aeroporto Internacional de Cuiabá – Marechal Rondon devido a restrições operacionais relacionadas ao fluxo de voos comerciais na região.
Com a autorização concedida nesta manhã, os bombeiros passaram a atuar simultaneamente por terra e pelo ar no combate ao incêndio.
A operação conta com equipes do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual e do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA). O objetivo é conter as frentes de incêndio, impedir o avanço das chamas e evitar que o fogo alcance áreas ainda preservadas.
Situação de emergência
No decreto publicado uma semana antes do incêndio, a Prefeitura apontou que Santo Antônio de Leverger enfrenta condições favoráveis à ocorrência e à propagação de incêndios florestais, especialmente durante o período de estiagem.
Entre os fatores citados estão a redução das chuvas, o aumento das temperaturas, a diminuição da umidade da vegetação e a maior disponibilidade de material combustível.
“O risco possui especial relevância em razão da extensão territorial do município e da existência de áreas rurais, comunidades, áreas de vegetação, propriedades rurais, áreas ambientalmente protegidas e ocupações próximas a áreas suscetíveis à propagação do fogo”, diz trecho do decreto.
O documento também aponta que, antes mesmo da declaração de emergência, o município já havia registrado uma ocorrência de grandes proporções, com focos de queimada nas comunidades de Varginha e Altos do Leverger e na Fazenda Experimental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Na ocasião, foi necessária a formação de uma força-tarefa com participação do Corpo de Bombeiros Militar e da Prefeitura de Santo Antônio de Leverger para combater as chamas.
A situação de emergência foi decretada especificamente nas áreas do município comprovadamente afetadas por incêndios e queimadas, conforme parecer da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil.
Segundo o decreto, incêndios próximos a regiões habitadas representam risco para moradores de comunidades rurais, imóveis, propriedades, estradas e vias de acesso, além de ameaçarem a infraestrutura pública, áreas de vegetação nativa, unidades de conservação e outras áreas protegidas.
O documento também alerta para possíveis impactos nas atividades econômicas rurais, na qualidade do ar, na fauna, na flora e na prestação de serviços públicos municipais.
A Prefeitura afirmou ainda não possuir recursos financeiros e materiais suficientes para atender às famílias eventualmente afetadas e apontou a necessidade de apoio emergencial do Governo do Estado.
