O andamento das investigações da Polícia Civil no âmbito da Operação Puer Defensus trouxe novos esclarecimentos sobre a situação de Fábio Serafim de Oliveira, de 42 anos, preso preventivamente no último dia 15 de julho, em Sorriso. Conforme apurado pelas autoridades, o investigado não é proprietário do Posto Gabriela Locatelli, ao contrário do que foi divulgado inicialmente em redes sociais e por alguns portais de notícias.
De acordo com as informações constantes no procedimento investigativo, Fábio Serafim de Oliveira exercia exclusivamente a função de colaborador interno do estabelecimento comercial. As investigações apontam que a administração e a propriedade do posto de combustíveis pertencem a outras pessoas, que não possuem qualquer vínculo com os fatos de natureza estritamente pessoal que são objeto da apuração conduzida pela Polícia Civil e pelo Poder Judiciário.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil esclareceu o vínculo do investigado com a empresa, afastando as informações equivocadas que o identificavam como proprietário do estabelecimento. O esclarecimento restabelece os fatos apurados até o momento e evidencia que o Posto Gabriela Locatelli possui administração independente, sem relação com as condutas investigadas na Operação Puer Defensus.
A atualização das informações reforça a importância da divulgação de dados baseados nas apurações oficiais, evitando a propagação de informações imprecisas que possam atingir pessoas físicas ou jurídicas sem qualquer ligação com os fatos investigados. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que dará continuidade aos procedimentos legais cabíveis.
ENTENDA O CASO
Fábio Serafim de Oliveira, foi preso preventivamente num Posto de combustível em Sorriso-MT, pela Polícia Civil durante a Operação Puer. Ele e a esposa, de 45 anos, são investigados pelos crimes de estupro de vulnerável e produção, divulgação e armazenamento de material contendo exploração sexual infantojuvenil.
O mandado de prisão preventiva foi cumprido por equipes da Delegacia de Sorriso, e o suspeito foi encaminhado à unidade prisional. Já a esposa, que também é suspeita de participação nos abusos, foi alvo de medidas cautelares, como a quebra de sigilo telefônico e a apreensão de aparelhos eletrônicos.
Durante o cumprimento dos mandados na residência do casal, os policiais civis apreenderam um arsenal de armas de fogo e munições, além de celulares, computadores, mídias de armazenamento, um chip do sistema de câmeras de monitoramento e até fitas VHS. Todo o material passará por perícia técnica.
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após a prisão de uma mulher suspeita de aliciar menores de idade e fornecer materiais audiovisuais de exploração sexual infantil.
A partir da análise dos dados extraídos do celular da aliciadora e da confissão prestada por ela, os policiais chegaram a Fábio Serafim de Oliveira e à esposa. Conforme a investigação, as provas reunidas até o momento apontam a existência de vídeos e fotografias das vítimas menores de idade com o empresário, o que fundamentou o pedido de prisão preventiva deferido pela Justiça.
A operação mobilizou duas equipes da Delegacia de Sorriso, com oito policiais civis e duas viaturas. A ação contou ainda com o apoio da Secretaria Municipal de Segurança Pública de Sorriso, que utilizou um drone para monitorar o perímetro da residência e reforçar a segurança durante a abordagem.
As investigações prosseguem sob segredo de Justiça para identificar outros possíveis envolvidos e promover a completa responsabilização dos suspeitos, preservando a identidade das vítimas, por se tratarem de menores de idade.
