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Seca expõe quase 10 toneladas de lixo na Baia de Chacororé

Redação: | 28/09/2010 - 00:00
Seca expõe quase 10 toneladas de lixo na Baia de Chacororé

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A seca que atingiu a Baia de Chacororé, em Barão de Melgaço, revelou um quadro devastador do ponto de vista da educação ambiental: perto de 10 toneladas de lixo, vindos de Cuiabá e Várzea Grande estavam depositados no local. A forte estiagem e as ações predatórias levaram a baía a uma situação de seca nunca antes vista. Neste ano, estima-se que cerca de 70% do volume da água foi perdido.

A iniciativa de retirar todos os detritos espalhados pelo local reuniu uma série de parceiros, entre eles o Centro das indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira – CIPEM, foi promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente.“Além de promover a limpeza da região, queremos conscientizar a população efetivamente" - disseo secretário Alexander Maia.

O Governo quer usar as imagens de impacto sobre os efeitos da degradação ambiental para conscientizar a população das cidades atendidas pelo rio Cuiabá, para que o que é gerado em cada residência não atinja as bacias de Chacororé e Siá Mariana.

Para a limpeza da baía, numa área de 100 hectares, cerca de 200 pessoas foram envolvidas. Uniram-se alunos da UFMT e de uma escola do município, reeducandos ligados a Secretaria de Estado de Justiça, exército, comunidades ribeirinhas e de pescadores, além de funcionários da Sema.

Todo o lixo coletado será devidamente tratado por duas empresas especializadas e, além disto, se reverterá em benefícios sociais. “Doaremos tudo o que for reciclável para a cooperativa de catadores, que fará a seleção e nos venderá a preço de mercado. 50% da renda ficarão para eles mesmos e o restante será doado para o Abrigo Bom Jesus de Cuiabá”, explicou o proprietário da empresa de reciclagem Bioterra, Odivaldo dos Santos.

Já o lixo considerado não reciclável, receberá tratamento adequado do Centro de Gerenciamento de Resíduos - CGR, empresa especializada no processamento de lixo industrial e ambulatorial. “A empresa agradece por poder cooperar com todos os parceiros e com o município de Barão nesta iniciativa de conscientização, que é muito gratificante para nós”, afirmou Igor da Costa e Silva, representante da CGR.

Segundo pesquisas da UFMT, o lixo que for coletado nesta iniciativa, todo proveniente de Cuiabá e Várzea Grande, se referem aos anos de 2009 e 2010, uma vez que os resíduos dos anos anteriores, já estão compactados a pelo menos um metro e meio do chão.

O secretário de turismo e meio ambiente de Barão de Melgaço, Dion Miguéis Jacob, expressou sua preocupação com a situação. “O pessoal do município já sente na pele e por isso, já está conscientizado. Então, nossa grande finalidade é mesmo chamar a atenção de Cuiabá e Várzea Grande e tentar levar uma conscientização também, aos entes públicos”.
Para o presidente do CIPEM, João Carlos Baldasso, a iniciativa teria que ter a participação da instituição. “Somos totalmente a favor de minimizar qualquer impacto ao meio ambiente. E hoje, todos precisam tomar consciência do que está ocorrendo no Pantanal”.

Fonte: SECOM-MT e 24horasnews